Fenomenal

17 fevereiro, 2011

Passado alguns dias depois do anúncio da aposentadoria do Ronaldo, resolvi que não poderia deixar de fazer menção ao cara aqui no blog. Admito até que já critiquei muito, mas devo admitir, o cara é mesmo um Fenômeno. O apelido que Ronaldo Nazário ganhou na Itália define bem o jogador, o eterno camisa 9. Mas não define ele na sua vida pessoal, lembrando alguns deslizes, como a polêmica dos travestis.

Passado o alvoroço da mídia, vai sobrar o mito. Isso mesmo, Ronaldo só não ultrapassou Pelé no número de gols em Copas do Mundo, mas é o atual artilheiro. Suas jogadas vão ficar com certeza na memória de todos os brasileiros. A Copa do Mundo de 2002 é para mim o seu auge. Chegou desacreditado depois das sérias lesões que teve em anos anteriores. Só de lembrar da imagem me arrepia, quando o seu joelho saiu totalmente do lugar.

Mas aquela Copa, que tínhamos que acordar de madrugada para assistir os jogos, porque ocorreu na Coreia do Sul e Japão, ficou eternizada na minha memória. E ele, Ronaldo, derrubando a muralha Khan na final, é de deixar uma lágrima involuntária cair. Saudade daqueles tempos! Valeu Ronaldo!

Dentuço pilantra

11 janeiro, 2011

Se o bom filho a casa torna, começam aí as explicações do porque que Ronaldinho Gaúcho não está no Grêmio. Entre o final de ano até ontem, os rumores é que ditavam o roteiro da chamada “novela”, ou quase o “caso Ronaldinho”. Para os gaúchos, sobretudo os tricolores, o gosto amargo de relembrar o ano de 2001 que deveria inspirar cautela, remeteu a todos a um “eu já sabia”. O jogador chegou a afirmar que teria uma dívida com o Grêmio, o que levantou comentários do Rei Pelé, que indagou então o porquê que Ronaldinho não estava jogando de graça no tricolor.

O Grêmio mal era cogitado na grande imprensa, quando os times mais aclamados, como o Flamengo e o Palmeiras demonstravam interesse no jogador, é que eram lembrados nas manchetes. O “caso Ronaldinho” virou um embate inclusive da imprensa. A carioca tinha como certo a chegada do ex-jogador do Milan ao Flamengo, e a gaúcha falava em contratação certa na sexta-feira. Porém, no domingo surgiu o número: 99,9% que Ronaldinho está no Flamengo. E o 0,1% se consumou no dia seguinte. O caso tem seu veredicto: o Ronaldinho, ex-gaúcho, virou carioca.

A luta, embate, novela ou caso foi desgastante para o tricolor. O time que o lançou para o mundo perdeu muitas vezes ao entrar na disputa. Paulo Odone, tentou ser cuidadoso, mas pagamos mico nacional quando funcionários começaram a distribuir caixas de som no Olímpico para comemorar a chegada do jogador. Imediatamente foi pedida a retirada das mesmas. O Grêmio, cheio de sonhos para 2011, como a Libertadores, prefere no momento se resguardar, e esquecer mais uma vez a traição daquele que deveria pensar muito bem antes de pisar em Porto Alegre de novo.

A declaração de Paulo Odone serve bem para finalizar, que com a presença de Ronaldinho, seriam quatro anos conturbados. Pode-se trocar de ídolos, mas não de time. O Grêmio é muito maior que qualquer jogador, sobretudo aqueles que enxergam no futebol principalmente uma forma de ganhar mais e mais dinheiro. Definitivamente, no Brasil, futebol é balcão de negócios.  E para os torcedores, paixão. Por isso nossa passividade em acreditar muitas vezes no improvável.

O momento é de decisão: todos os olhos de um estádio em polvorosa e milhares de televisores ligados transmitem o peso do momento que se aproxima. Falta pouco, muito pouco para que aquele que um dia entrará para a história do esporte dar seu último chute, onde o peso de sua perna será a soma de milhões de sonhos e ao mesmo tempo obsessões. Milhares de olhares, muitos discursos, muita orientações, muitas ordens, todos somados à responsabilidade daquele chute. Mas o que significa isso afinal? Porque sentir que esse é o primeiro dia do resto da minha vida?
Ao traduzir um momento completamente ilusório, quando idealizei o momento da final da Copa do Mundo de 2014, quando o Brasil será sede do mundial, e o sentimento da população que mais ama o futebol terá em casa a chance de acompanhar as emoções desse campeonato, usei apenas a minha imaginação. Quis traduzir um momento, tanto faz o jogador, tanto faz o técnico, menos ainda o time adversário…. O que importa é ver o talento dos brasileiros em campo, decidindo uma Copa do Mundo e sendo campeões.
Ser campeão era um sonho do time de Dunga, o ex-técnico da seleção brasileira na Copa deste ano. Porém, o essencial que sempre foi trivial nas nossas seleções faltou e fez diferença: a criatividade. Assim como pudemos ver, que a criatividade precisa de uma pitada de audácia, uma certa desobediência, talento e uni-los para que o trabalho se torne afinal um espetáculo de criação, da mais pura novidade e vivacidade.  Que torna a criatividade um fator determinante é a construção de vários quesitos que são essenciais pra que não fiquemos estagnados.
Nada adianta horas de treino, e uma seleção carrancuda em campo sem a liberdade de agir conforme a sua experiência aliada ao momento criativo. Claro que o esforço e o trabalho é aliado da criatividade, nada vem simplesmente, e soa brilhante. O necessário acaba sendo usar todos os artifícios do cotidiano e lutar para que eles se renovem, em um acesso de novas ideias que levam longe os pensamentos e criam as possibilidades. Inibir a capacidade criativa soa como servir a ideologia e não a ideologia servir a ti. A vontade tem que ser grande, mas o resultado obrigatoriamente tem que ser maior.
Deixa a vida te levar, já dizia aquele pensador de botequim. Acerte a vida nos ponteiros da força do pensamento aliado ao interesse de melhorar. O mundo não seria como ele é hoje se não fosse a audácia de pessoas que resolveram se arriscar até ao ridículo.
Temos quatro anos pela frente para ser hexa, e enquanto as pessoas não buscarem novas alternativas e deixarem que as novas ideias sejam forças motrizes, tudo será igual. E esse desfecho, ninguém quer de novo!

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