Os Carnavais da minha vida…
17 fevereiro, 2012
É botar a memória pra sambar… Hoje pensei em escrever sobre os Carnavais da minha vida. E nessa procura por lembranças, o primeiro que veio à minha mente foi quando eu tinha por volta de 8 anos, e desfilei em cima de um carro alegórico. É isso aí, houve uma época em que Carnaval em Salvador do Sul tinha glórias de carnaval carioca, com mulatas, carros alegóricos, mestre sala e porta-bandeira, ala das baianas e Rei Momo recebendo a chave da cidade.
Nessa época que encarei um passeio na avenida Duque de Caxias, claro, (hehe), tentando passar tranquilidade enquanto morria de medo de cair do tal carro alegórico. Mas foi inesquecível, com certeza. A experiência se repetiu algumas vezes. Teve um ano que desfilei feito uma indiazinha, dessa vez sentada em outro carro alegórico, evitando o medo do ano anterior.
Se esses carnavais de desfile no sambódromo improvisado no centro da city acabaram ficando para trás, Salvador ganhou ares de uma tal de Salvador lá da Bahia. Ao invés do ar carioquês, os blocos bem baianos ganharam as ruas. Quem esquece do Carnaval promovido pelo Schling? Lembro até de uma dançarina do ventre, se é que minha memória infantil me enganou na época.
Mas se teve algo que pegou por aqui foi o Carnaval de blocos. Começaram tímidos e ganharam proporções enormes. Disputas árduas começaram a aparecer entre os dois maiores blocos de Salvador do Sul, Bonde da Boa versus UTI. O que começou com uma ideia de reunir uma galera para se divertir nos cinco dias de Carnaval, acabou em disputas por prêmio do melhor bloco.
A festa tradicional da Asca, um bailão realizado toda a segunda-feira de Carnaval, era o momento ápice dos blocos, que usavam da sua criatividade para realizar a sua entrada triunfal na festa. Começou com entradas mais singelas, com os integrantes caminhando e gritando seus lemas levantando uma caneca de chopp (isso, caneca de chopp, influências alemãs sempre por aqui)… Mais para frente, até carro alegórico, baianas, porta bandeira, passistas e bateria apareceram, e os blocos ganharam proporções de atração da festa.
Nem sei quantos anos participei do bloco Bonde da Boa, mas foram vários anos. E a última vez que me juntei a um bloco carnavalesco foi em 2010, então na UTI, quando o Bonde da Boa encerrou atividades. Com certeza, esses carnavais com os blocos foram inesquecíveis. Tenho várias histórias para contar de cada ano que fui foliã. Fotos então, a perder de conta. E agora, sinto saudade e ao mesmo tempo parece que finalizei a etapa. Quero outros carnavais, novas experiências. E sei que dá para agregar muitos estilos em comemorar essa grandiosa festa brasileira. Tem Carnaval para todos os gostos. E os carnavais da minha vida estão só começando…
Por uma semana, manézinhas da Ilha
13 janeiro, 2012
O blecaute no blog na última semana tem um motivo, férias mais que merecidas e estrategicamente planejadas para o início do ano. Estivemos em Canasvieiras, em Floripa na primeira semana de 2012. Uma semana de sol, turismo, risadas e descanso. Ah, e um dia especial para dançar o Kuduro em alto mar, a bordo do Corsário Negro. Bom, das férias só conto isso mesmo, mas deixo uma palhinha da minha super falta de coordenação dançando no balanço das ondas da ilha.
O brilho de uma festa
17 novembro, 2011
São nove edições da Festa do Turismo, e arrisco dizer que lembro um pouquinho de cada festa. Obviamente que as últimas estão mais fortes na memória, mas igualmente forte está a primeira. Isso porque, eu, no auge dos meus nove anos, vivi alguns momentos solenes na vida de uma criança. Como quando apaguei as velinhas do aniversário de emancipação (na época a Festur era em outubro) junto com meu pai, então prefeito do município, e Lasier Martins, homenageado e recebendo o título de cidadão salvadorense. Ainda, na 1ª Festur, a cidade em pleno alvoroço, com a presença do governador do estado na época, Antônio Britto, e felizes com o início daquela que se transformaria no evento maior da cidade.
Vieram a segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava e nona edições. Cada uma delas com uma particularidade. Por aqui já passaram shows do Nenhum de Nós, Ultramen, Cachorro Grande, Chimarruts, Maskavo, Papas da Língua, Armandinho, enfim, uma infinidade de atrações. Claro, tem muito mais, em variados estilos, mas acabam marcando mais aqueles dos quais eu curtia ou curto ainda. Com a 9ª Festur, tivemos sertanejo universitário, como Lucas e Felipe e Eric e Matheus, rock, com Nenhum de Nós, Blue Label, Urso Banda (as duas bandas locais foram um arraso), e as tradicionalistas, como o Grupo Rodeio e Gang do Arrastapé. Igualmente foram shows que agradaram e a comissão acertou trazendo essa miscelânea de opções, para agradar os gostos distintos que povoam uma festa popular.
Em uma crítica construtiva, como muitos gostam de mencionar, claro que tenho uma infinidade de sugestões, das quais acredito que poderiam ser utilizadas. E assim, colocando em discussão, algumas poderiam ser acatadas, outras não. Os quase sete mil habitantes também têm as suas sugestões, assim como eu. E a nova ferramenta das mídias sociais que virou moda entre os salvadorenses é o meio mais indicado que encontramos para estar em contato direto, com resposta quase imediata para as sugestões. De críticas a felicitações, as mídias estão cheias, e vai ser assim pelos próximos dias.
O que realmente me fez questionar é o tom que alguns dão. Uma certa palavrinha tem incomodado os ouvidos da comissão e seus amigos íntimos, e o maior adjetivo que encontraram para enaltecer a nona Festur é a palavra brilho. Não obstante, essa foi a palavra usada alguns dias atrás para fazer uma crítica a algumas novas características utilizadas nesta edição da festa. Claro, a opinião veio de alguém que não estava na comissão, e então foi tomada como desrespeito, e virou assim o novo bordão dos aprovadores da festa.
Estive na 9ª Festur todos os dias. Gostei muito de algumas novidades, e assim como definiu o presidente da festa, realmente surpreendeu. Falo sobre a estrutura utilizada, que ficou excelente e deve ser uma medida adotada em todas as festas, e ampliada até o fim do parque. Gostei também de algumas atrações musicais, divertidas e ecléticas, para todos os gostos, claro. A praça de alimentação, a limpeza do parque, os banheiros limpos, a comida do CTG, a exposição industrial e comercial, as agroindústrias, foram muito bem e merecem os aplausos. Mas faltou o brilho sabe aonde? Onde está o enobrecimento do turismo? E a valorização da cultura local? E a mostra agropecuária? Foi tímida, na minha opinião. Perder a essência da festa é um erro… É essa é uma crítica construtiva! Não faço crítica pela crítica e tão pouco acho útil o elogio só pelo elogio. Discutir e levar em conta opiniões distintas é a melhor maneira de agregar. O resto, são picuinhas criadas nos corredores dos desocupados.
É pra todo mundo cantar junto
9 novembro, 2011
Três grandes shows da 9ª Festur estão voltando a se apresentar no maior evento de Salvador do Sul. Nenhum de Nós, The Travellers e Os Formigos já realizaram shows no maior evento do município, e este ano são atrações confirmadas para a festa que começa no próximo dia 11 de novembro.
A banda gaúcha de pop/rock Nenhum de Nós esteve na programação da 4ª Festur, realizada em 2001, e na época, estava lançando pela Sony o álbum “Histórias Reais Seres Imaginários”. É desta safra de três discos em cinco anos que vieram “Vou Deixar Que Você Se Vá” , “Paz e Amor”, “Da Janela” , “Você Vai Lembrar de Mim” , “Amanhã ou Depois” e “Eu Não Entendo”. Em 2011, a banda sobe ao palco no dia 14 de novembro, às 24h, e promete ser inesquecível ao público. Além dos clássicos, como “Camila Camila”, “Astronauta de Mármore” e “Julho de 83”, os integrantes trarão o novo repertório do álbum “Contos de água e fogo”, lançado em 2010 e que chegou às lojas em abril deste ano, quebrando um jejum de seis anos sem lançar repertório novo. “Olhando em retrospectiva foi realmente um intervalo grande, mas nesse período exercitamos nossa criatividade em nossos arranjos e amadurecemos a ideia de nosso novo projeto, que resultou nesse novo disco”, explica Carlos Stein, um dos guitarristas do Nenhum de Nós.
“Ultimo Beijo”, single oficial do novo lançamento, sucedeu ao single “Outono Outubro”. A canção “Último Beijo”, assim como a famosa “Camila Camila”, remete a alguma vivência dos integrantes da banda. “Quem nunca teve a sensação de que algum beijo seria o último? Que seria um beijo de despedida? Acho que se trata de um sentimento mais genérico. Camila é mais específica, mas Último Beijo fala também de algo que certamente aconteceu conosco”, sintetiza. As canções inéditas também farão parte do repertório escolhido para o show em Salvador do Sul. “Tocaremos as músicas que nos fizeram conhecidos e que as pessoas gostam de cantar, e também tocaremos algumas músicas do disco novo”, afirma Stein. Mesmo com a ansiedade do público, o guitarrista não revelou mais detalhes. “Não posso adiantar surpresas, não é?”.
A “Contos de Água e Fogo Tour” já passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Ouro Preto, Porto Alegre, Belo Horizonte, entre outros. Agora, em Salvador do Sul, durante o maior evento do município, a banda dos gaúchos de Porto Alegre vem para cá cheios de lembranças da última vez que estiveram por aqui, há cerca de 10 anos. “Tocar no Vale é como tocar em casa para os amigos”, simplifica Carlos. Ao mesmo tempo, o baterista da banda, Sady Homrich, tece ainda mais elogios ao município. “Dez anos e quase mil shows depois ainda lembro que estávamos na turnê do CD Paz e Amor e que o show foi muito bacana. Outra coisa que não esqueci foi a gastronomia, o almoço no hotel que fica no alto de uma colina foi especial”, recorda-se Homrich, referindo-se ao Hotel Candeeiro da Serra.
Já a banda country The Travellers volta pela terceira vez à Festur, após participar da 5ª e 6ª edição. Um apelo do público da região, que se identifica com o gênero, do country/rock, que leva sempre milhares às apresentações da banda que já tem 15 anos de estrada. “A banda atinge públicos de todas as idades – do neto ao avô”, simplifica a banda. Esse respaldo foi notado de maneira ainda mais forte nas vezes em que a banda se apresentou no município. “Uma lembrança bem forte foi a participação do público infantil, interagindo em cima do palco conosco nas últimas músicas do show”, reiteram. Segundo os integrantes da banda, eles gostam de interagir com os fãs e prometem atender a todos após o show, para fotos, autógrafos e opiniões. Com três CD´s gravados, os The Travellers são conhecidos pelas interpretações do rock, country-rock, e do estilo folk, como Alabama, Bob Dylan, Simon & Garfunkel, George Strait, Doobie Brothers, entre outros. Na Festur, a banda vem renovada, com um show diferenciado, novas canções e mantendo as músicas eternizadas pela The Travellers, como “Mississipi”, “Dust in the wind” e “Have You Ever Seen The Rain”. “A Festur é uma festa com uma grande diversidade cultural, conta com muitas atrações musicais nacionais e regionais, uma estrutura física bem organizada, o que proporciona ao público-alvo muito divertimento”, elogia a banda.
E os irreverentes Os Formigos, que em 2009 estiveram na 8ª Festur, tiveram a sua presença requisitada, principalmente após suas aparições na mídia nacional. Com o chamado rock cômico, nos moldes do que foi o grupo dos Mamonas Assassinas, a banda faz interpretações de músicas bem conhecidas do público, e vestem-se com fantasias que arrancam risos do público. Ou seja, diversão e música para todas as idades.
O presidente da 9ª Festur, Edelson Holdefer, afirma que o retorno das bandas deve-se ao perfil do público que visita a festa. “Não adianta colocar, por exemplo, hip hop ou música clássica”, explica Holdefer. Segundo ele, a aceitação do público remete a essas bandas. Para Ricardo Hergomuller, que esteve no show do Nenhum de Nós em 2001, o retorno da banda será uma bela apresentação. “Em 2001, Nenhum de Nós era uma banda que estava em alta na mídia, pois suas músicas eram muito bem aceitas onde eles se apresentavam, era um show onde uma criança de 12 até pessoas de 70 anos podiam acompanhar e gostar”, diz Hergomuller.
O também espectador do show em 2001, José Recktenwaldt, também elogia a apresentação da banda de pop/rock gaúcho. “Pra mim foi um dos melhores até hoje na programação da Festur”, diz Recktenwaldt. Ricardo, também conhecido como Bodão, lembra da pontualidade da banda, item indispensável e que agrada em cheio ao público. “Entraram no palco na hora marcada tocavam seu tempo previsto. Enfim um show gostoso de ser acompanhado”, simplifica. O repertório do Nenhum de Nós é mais um motivo da procura pelo show por pessoas de todas as faixas etárias, e a banda sabe disso. “As pessoas se sensibilizam com nossa música por diferentes motivos e temos o privilégio de perceber pessoas de quase todas as idades em nossos shows. Cada uma delas nos conta razões diferente para estar ali e não raro, nos surpreendemos com seus motivos”, finaliza o guitarrista Stein.
Novidades da Festur
24 agosto, 2011
O maior evento de Salvador do Sul deixa em polvorosa muita gente, da cidade e da região. A Festa do Turismo, que está em sua nona edição e acontece desde 1995, vai trazer algumas novidades. Inicialmente teremos a primeira Mostra de Automóvel, quando, segundo o presidente da festa, Edelson Holdefer, quatro concessionárias já estão confirmadas. A exposição será em um espaço de 1000m² de área coberta.
Falando em área coberta, estarão a venda ingressos também para camarotes. A idéia também é inédita para essa edição da festa. Os camarotes, dez ao todo, terão espaço para cada um, catorze pessoas. Serão construídos no pavilhão aberto, para quem conhece, será no local onde costumeiramente as Voluntárias tinham a sua cozinha. Ainda, para os shows, em volta do pavilhão uma área ficará coberta, com 700m². Assim, as quase inevitáveis chuvas que acometem a cidade geralmente nos dias da festa não serão um problema.
Agora o que a maioria anseia por saber é quais serão os shows da programação. Teremos as figurinhas do momento do sertanejo universitário, com as duplas Lucas e Felipe e Eric e Matheus. Estou divulgando dois vídeos deles, mas eu mesma não conhecia. Claro, isso não traduz um problema pra mim, porque eu, assumidamente, conheço muito pouco do universo sertanejo.
Para os amantes da música gaudéria, a presença do Grupo Rodeio, no domingo, dia 13 de novembro. Aliás, vale destacar que a festa será entre os dias 11 a 15 de novembro. Na segunda-feira, estará de volta a Salvador do Sul a banda Nenhum de Nós. Se não me engano, em 2001 eles estiveram na Festur. Inclusive eu vivia a minha época adolescente tiete e fã só de banda gaúcha de pop/rock, ou seja, tirei foto com os caras no camarim. Dá um desconto, eu tinha 15 anos. Depois disso, vi Nenhum de Nós algumas trocentas vezes na região. Mas nos últimos anos eles tem desaparecido, e voltado de um ano pra cá nas rádios novamente.
A banda Nenhum de Nós esteve no programa Altas Horas, do dia 23 de julho, apresentando seu 14º álbum “Contos de água e fogo”, e cantando também suas músicas de sucesso, como Camila. Na oportunidade, ele até contou que a sua inspiração para a música foi numa colega de escola. Vê só, tantos anos que conheço a banda e eu não sabia dessa história.
Ainda, a excelente banda Blue Label, de Salvador do Sul, fará a abertura do show do Nenhum de Nós, com muito rock anos 60, 70 e 80. No mesmo dia também teremos a apresentação da banda Os Formigos. Na última Festur, de 2009, eles estiveram em Salvador do Sul. Segundo a comissão da festa, muitos pedidos favoreceram o retorno da banda. Os Formigos fazem apresentações com músicas de rockomédia, como eles mesmos definiram em seu site.
Por fim, a secretaria da Cultura garantiu que haverá novidades nas instalações do parque, com destaque para um plano de paisagismo. Sem contar que estão estudando incluir mais pratos típicos da cultura alemã, além do tradicional Café Colonial, oferecido pelas famílias da Rota Colonial da Linha Stein.
Na sexta-feira, 26 de agosto, teremos o lançamento oficial da 9ª Festur, com apresentação do logo, dos trajes novos das soberanas, e demais informações sobre a programação completa da festa. Logo mais, quando eu souber das novidades, estarei divulgando no blog. Afinal, a Festur é um momento importante para nosso município e deve traduzir principalmente o engajamento de todos pelo sucesso do evento.


