O brilho de uma festa
17 novembro, 2011
São nove edições da Festa do Turismo, e arrisco dizer que lembro um pouquinho de cada festa. Obviamente que as últimas estão mais fortes na memória, mas igualmente forte está a primeira. Isso porque, eu, no auge dos meus nove anos, vivi alguns momentos solenes na vida de uma criança. Como quando apaguei as velinhas do aniversário de emancipação (na época a Festur era em outubro) junto com meu pai, então prefeito do município, e Lasier Martins, homenageado e recebendo o título de cidadão salvadorense. Ainda, na 1ª Festur, a cidade em pleno alvoroço, com a presença do governador do estado na época, Antônio Britto, e felizes com o início daquela que se transformaria no evento maior da cidade.
Vieram a segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava e nona edições. Cada uma delas com uma particularidade. Por aqui já passaram shows do Nenhum de Nós, Ultramen, Cachorro Grande, Chimarruts, Maskavo, Papas da Língua, Armandinho, enfim, uma infinidade de atrações. Claro, tem muito mais, em variados estilos, mas acabam marcando mais aqueles dos quais eu curtia ou curto ainda. Com a 9ª Festur, tivemos sertanejo universitário, como Lucas e Felipe e Eric e Matheus, rock, com Nenhum de Nós, Blue Label, Urso Banda (as duas bandas locais foram um arraso), e as tradicionalistas, como o Grupo Rodeio e Gang do Arrastapé. Igualmente foram shows que agradaram e a comissão acertou trazendo essa miscelânea de opções, para agradar os gostos distintos que povoam uma festa popular.
Em uma crítica construtiva, como muitos gostam de mencionar, claro que tenho uma infinidade de sugestões, das quais acredito que poderiam ser utilizadas. E assim, colocando em discussão, algumas poderiam ser acatadas, outras não. Os quase sete mil habitantes também têm as suas sugestões, assim como eu. E a nova ferramenta das mídias sociais que virou moda entre os salvadorenses é o meio mais indicado que encontramos para estar em contato direto, com resposta quase imediata para as sugestões. De críticas a felicitações, as mídias estão cheias, e vai ser assim pelos próximos dias.
O que realmente me fez questionar é o tom que alguns dão. Uma certa palavrinha tem incomodado os ouvidos da comissão e seus amigos íntimos, e o maior adjetivo que encontraram para enaltecer a nona Festur é a palavra brilho. Não obstante, essa foi a palavra usada alguns dias atrás para fazer uma crítica a algumas novas características utilizadas nesta edição da festa. Claro, a opinião veio de alguém que não estava na comissão, e então foi tomada como desrespeito, e virou assim o novo bordão dos aprovadores da festa.
Estive na 9ª Festur todos os dias. Gostei muito de algumas novidades, e assim como definiu o presidente da festa, realmente surpreendeu. Falo sobre a estrutura utilizada, que ficou excelente e deve ser uma medida adotada em todas as festas, e ampliada até o fim do parque. Gostei também de algumas atrações musicais, divertidas e ecléticas, para todos os gostos, claro. A praça de alimentação, a limpeza do parque, os banheiros limpos, a comida do CTG, a exposição industrial e comercial, as agroindústrias, foram muito bem e merecem os aplausos. Mas faltou o brilho sabe aonde? Onde está o enobrecimento do turismo? E a valorização da cultura local? E a mostra agropecuária? Foi tímida, na minha opinião. Perder a essência da festa é um erro… É essa é uma crítica construtiva! Não faço crítica pela crítica e tão pouco acho útil o elogio só pelo elogio. Discutir e levar em conta opiniões distintas é a melhor maneira de agregar. O resto, são picuinhas criadas nos corredores dos desocupados.
7 bilhões e eu
28 outubro, 2011
Seremos sete bilhões de pessoas no mundo até a próxima semana (no momento deste post estávamos em 6,999,404,573 – acompanhe a cada segundo no site 7 Billion & Me). Segundo uma pesquisa do Fundo de População das Nações Unidas, esse número pode chegar a nove bilhões no ano de 2045. Aí você se pergunta: tem espaço para todo mundo? Na verdade tem. No blog do Marcelo Tas, vi que se os sete bilhões de pessoas que existem no mundo ficassem paradas uma do lado das outras, todas entrariam na cidade de Los Angeles. O problema na verdade é que não sabemos gerenciar tudo isso.
O maior problema que enfrentamos, principalmente nos países de terceiro mundo, é a distribuição de renda desigual, oportunidades demais para uns, e poucas para outros. A riqueza é distribuída apenas para quem já é rico, e o ditado popular de que a água só corre para o mar, tem sua veracidade confirmada cientificamente. Quando vemos que 38% da população mundial não têm acesso a saneamento básico, aumenta ainda mais a nossa indignação. Na verdade, no Brasil, vemos que essa é uma realidade gritante, e que em alguns estados, a falta de saneamento chega a 80%.
Políticas públicas, interesse dos governos, discursos que realmente esclareçam o que será feito para melhorar, sim, melhorar a nossa distribuição de renda, não são eficazes e tão pouco literais. A riqueza de cada país distribuída ordeiramente significaria inicialmente diminuir a renda de quem produz mais ou aumentar a renda de quem produz menos. Só que na prática, isso não é viável. Por isso fala-se em redistribuição de renda e erradicação da pobreza. No entanto, políticos são vazios quando apresentam propostas nesse âmbito, e as atuais políticas sociais do país só contribuíram mais com o aumento da desigualdade. Li certa vez um comunicado de um ex-candidato à presidência que lembrou que acabar com a pobreza no Brasil é tratado como problema econômico, mas trata-se bem mais de uma questão ética, do qual concordei de cara.
Se o mundo cresce desordeiramente, e os responsáveis por esse aumento populacional se devem principalmente aos países pobres, que são responsáveis por 97% da natalidade, cabe criar verdadeiras políticas que melhorem a qualidade de vida de todos, porque para acabar realmente com a pobreza no Brasil, 0,75% do PIB nacional por quatro anos seria suficiente. É ou não é possível?
Curiosidade: A BBC lançou um site que é possível saber qual o nosso número entre as 7 bilhões. Eu sou a 4,962,933,105 a nascer no mundo. Clica aqui e faz o teste.
Epílogo
O dedo torto
20 outubro, 2011
O feio já nasce feio. Aí quando ele cresce fica gótico, e quando morre se torna especial. Palavras de Fabrício Carpinejar ditas em Salvador do Sul durante o Encontros com o Professor, com Ruy Carlos Ostermann. Ao dizer isso, Ostermann soltou uma sonora risada, acompanhado de outros sorrisos da plateia presente ao talk-show em plena Assemssul. A sintonia de ambos ficou evidente logo que Carpinejar escancarou que a voz de Ruy provoca ciúmes em sua esposa. Isso porque nada pode ser dito enquanto a voz de Ostermann está falando no inconsciente de Carpinejar. “Calma mulher, o Ruy ta falando”. E novas risadas estrondam pela sala.
Incrível como o cotidiano se torna poesia nas palavras de Carpinejar. E como ele facilita reflexões que jamais fazemos normalmente, e ainda, como ele demonstra que os detalhes são mesmo a melhor parte da vida. Ele chegou a dizer que entre o sucesso profissional e a família, ele sempre escolheria a sua família. Parece óbvio, mas o mundo todo escolhe a correria, o trabalho, e a vida profissional todos os dias, 8, 9 horas por dia. Muito mais tempo para a vida profissional do que para a vida familiar.
Mas o que realmente pulula para mim foi a sua relação com a própria aparência. Disse que sabe que é feio, e ainda acredita que se trata de uma dádiva. “Feio tem mais chance de ser famoso”. Para ele, os verdadeiros sofredores são os belos, porque são a maioria. Já os feios sempre serão notados, lembrados. Um feio que passa por ti, mesmo de relance, será visto. Um sonho com um feio poderá ser um pesadelo, e pesadelos que vão nortear o teu dia.
Aí Ostermann questiona se essa condição não atrapalhou a vida dele. “O contrário. Minha aparência me tornou mais afável”. Ponto. Principalmente as mulheres vivem essa paranóia da beleza, e sequer se importam com outras qualidades que são muito mais importantes. Mas é assim que somos, e os homens aprendem a conviver com isso. E ponto de novo. “Mulher se olha demais. E quando alguém olha para ela, desconfia que estejam olhando para aquele que considera seu defeito”, acerta mais uma vez o Carpinejar.
Mas aí vem a máxima que a maioria dos homens parece desconhecer. A mulher pode ser deslumbrante, mas acredita que tem o dedo torto. Por mais que ele não seja torto, ela acredita que é, é torto. Então o melhor não é convencer que ela tem o dedo torto. O homem ganhará a confiança e o amor da mulher se ele passar a amar o dedo torto dela. Amar o defeito dela. Nossa, para mim, foi conselho que se ouve em divã. O que é o amor se não houver respeito às diferenças. Aprender a conviver com os defeitos um do outro é o principio da tolerância, do bem viver, da comunicação, da felicidade.
A reflexão vale para muita gente. Mas cada um com suas idiossincrasias. Prefiro ficar com a mais paradoxal frase de Carpinejar: “Liberdade na vida é ter um amor para se prender”.
Em nome das crianças
6 outubro, 2011
Eu poderia esperar até o Dia das Crianças, mas o clima nostálgico que o Facebook está acometendo diversas pessoas, fez com que eu me adiantasse. A proposta inicial de trocar seu avatar por fotos de desenhos animados que foram marcantes na infância de cada um visa o combate à violência infantil. Mas como tudo que inicia nas redes sociais vai perdendo o objetivo inicial para a maioria, o “protesto” acabou virando um motivo para relembrar a infância .
E não é que deixou a maioria bem saudosista? Entre as imagens coloridas dispostas no feedback, estão as Meninas Super Poderosas, a Sarah, do Cavalo de Fogo, Pocahontas, Bananas de Pijamas, Bob, do Fantástico Mundo de Bob, Jasmin, Aladdin, a família Simpson, Luluzinha, Bolinha, os Looney Tunes , a Hello Kitty, a Turma da Mônica, os Powers Rangers, a Pequena Sereia, os Thundercats, os Ursinhos Carinhosos, Pica-Pau, os personagens da Disney, Penélope Charmosa, os Smurfs, os Cavaleiros do Zodíaco, enfim (ufa), uma centena de rostinhos bem coloridos que tem deixado o Facebook mais agradável, divertido e até mais bonito (hehe).
Eu fui de Sailor Marte, a personagem que eu imitava quando criança. O desenho da Sailor Moon foi motivo de discussão com a minha mãe. Ele passava todos os dias no canal 4, não me lembro mais que emissora de tevê era, mas o problema é que ele passava bem no horário da aula de balé. E o pior do pior: eu sempre detestei balé, e teria que perder um episódio de Sailor Moon por causa dessa dança, a qual eu jamais teria futuro (não tenho a determinação de uma bailarina, muito menos o tipo físico).
Aí que está… Quando vi todas essas imagens de desenho animado, cai em recordações de diversas épocas, boas e ruins (essa do balé é ruim, por exemplo, levei inúmeras broncas por causa disso, hehe). Mas as lembranças boas de uma época que só agrega na construção de um adulto futuramente tranqüilo e com perspectivas. Por isso, acho uma iniciativa legal que levantaram, contra a violência infantil. Claro, muita gente diz que se trata de um ativismo de sofá, e que não é só com cliques e retweets que se move o mundo. Mas não dá pra deixar de se levar em conta que acabamos, de certa forma, expondo nossa opinião, pautando a imprensa e trazendo o assunto para a discussão. E isso sim é um meio inquestionavelmente relevante.
Por isso, o principal é não se omitir. Sabendo então da opinião de todos, que repudiam esses atos, como a violência contra as crianças, é necessário lembrar que os conselhos tutelares estão aí, e que todos devemos estar alertas para denunciar qualquer abuso, negligência, maus-tratos. Assim, essas imagens coloridas e sorridentes dispostas no facebook também vão fazer parte de uma lembrança boa dos futuros adultos do nosso país.
Aliás, falando em lembranças.. Quem esquece do vídeo da RBS ♫ Maltratar as criancinhas é coisa que não se faz.. ♪
O Sul é o nosso mundo
19 setembro, 2011
Pra começar, reduzimos o Sul do Brasil ao Rio Grande do Sul. Para tudo dizemos que aqui no Sul as coisas são diferentes, fazendo do estado mais ao extremo do país ser o grande dominador cultural da região. O Sul é o nosso mundo. Melhor, o Rio Grande do Sul é nossa pátria. Fazemos da Revolução Farroupilha nosso orgulho, e ouvimos a história pela metade, por mais que Juremir Machado insista que somos um bando de iludidos. Não queremos entrar em detalhes porque somos felizes em nos considerar mais nobres que o restante dos brasileiros. É fácil ouvir que somos primeiramente gaúchos e depois brasileiros. Um bairrismo entranhado nas tradições comumente impostas ao longo dos anos.
Alguns dizem que essa atitude dos gaúchos vem justamente por estarmos mais ao sul do que qualquer outro estado, e essa distância nos distanciou. Somos muito mais parecidos com os hermanos argentinos e uruguaios do que com os paulistas e/ou baianos. Culturalmente, gostamos das mesmas coisas. Gastronomicamente comemos e bebemos o que os hermanos também comem. Economicamente somos fortes em áreas comuns aos hermanos. Representamos mais do que simplesmente fazermos fronteira com os dois países, somos quase o mesmo povo.
Pois é, coisas de gaúcho. Não existe hora nem lugar inapropriado para andar com a cuia na mão. Podemos estar na praia, no campo, em outro estado ou país. Tomamos chimarrão até entre os elefantes na Índia, sem o menor problema. Torcemos para nosso time veementemente, e somos anti-colorados ou anti-gremistas com muita convicção. Lembramos que o nosso hino é grandioso, e não tem gaúcho que não saiba entoá-lo. Se é para escolher uma cidade para visitar, prefere Buenos Aires, porque São Paulo é muito poluída. Come cacetinho com chimia, negrinho, bergamota, lagarteando no sol. Chamar alguém de você está fora de questão. Tu só poderia estar maluco fazendo isso por aqui. E sotaques, existem aqui aos milhares. O jeito que se fala em Porto Alegre é diferente do que se fala em Caxias do Sul, ou em Santana do Livramento, ou ainda em Salvador do Sul.. Hehehe.
É o meu Rio Grande do Sul… Se tem gente que lista as 100 melhores coisas em ser gaúcho, acredite que é pouco. A Polar lançou uma campanha das 1002 para fazer e se orgulhar em poder fazer aqui no RS. O Banco Sicredi engatou uma campanha que acerta em cheio a grande onda do momento, das redes sociais. Você pode declamar todo seu amor pelo estado em 240 caracteres no Twitchê. Ou seja, aqui, 20 de setembro mobiliza muito mais que o 7 de setembro. Os acampamentos se estendem por todas as cidades, há cavalos rondando pelas ruas, os CTG´s estão lotados e muita gente emendou o feriado. Não há dúvida que ser gaúcho é mais do que um sentimento, é um orgulho a ser declarado em todo nosso pago.
Novidades da Festur
24 agosto, 2011
O maior evento de Salvador do Sul deixa em polvorosa muita gente, da cidade e da região. A Festa do Turismo, que está em sua nona edição e acontece desde 1995, vai trazer algumas novidades. Inicialmente teremos a primeira Mostra de Automóvel, quando, segundo o presidente da festa, Edelson Holdefer, quatro concessionárias já estão confirmadas. A exposição será em um espaço de 1000m² de área coberta.
Falando em área coberta, estarão a venda ingressos também para camarotes. A idéia também é inédita para essa edição da festa. Os camarotes, dez ao todo, terão espaço para cada um, catorze pessoas. Serão construídos no pavilhão aberto, para quem conhece, será no local onde costumeiramente as Voluntárias tinham a sua cozinha. Ainda, para os shows, em volta do pavilhão uma área ficará coberta, com 700m². Assim, as quase inevitáveis chuvas que acometem a cidade geralmente nos dias da festa não serão um problema.
Agora o que a maioria anseia por saber é quais serão os shows da programação. Teremos as figurinhas do momento do sertanejo universitário, com as duplas Lucas e Felipe e Eric e Matheus. Estou divulgando dois vídeos deles, mas eu mesma não conhecia. Claro, isso não traduz um problema pra mim, porque eu, assumidamente, conheço muito pouco do universo sertanejo.
Para os amantes da música gaudéria, a presença do Grupo Rodeio, no domingo, dia 13 de novembro. Aliás, vale destacar que a festa será entre os dias 11 a 15 de novembro. Na segunda-feira, estará de volta a Salvador do Sul a banda Nenhum de Nós. Se não me engano, em 2001 eles estiveram na Festur. Inclusive eu vivia a minha época adolescente tiete e fã só de banda gaúcha de pop/rock, ou seja, tirei foto com os caras no camarim. Dá um desconto, eu tinha 15 anos. Depois disso, vi Nenhum de Nós algumas trocentas vezes na região. Mas nos últimos anos eles tem desaparecido, e voltado de um ano pra cá nas rádios novamente.
A banda Nenhum de Nós esteve no programa Altas Horas, do dia 23 de julho, apresentando seu 14º álbum “Contos de água e fogo”, e cantando também suas músicas de sucesso, como Camila. Na oportunidade, ele até contou que a sua inspiração para a música foi numa colega de escola. Vê só, tantos anos que conheço a banda e eu não sabia dessa história.
Ainda, a excelente banda Blue Label, de Salvador do Sul, fará a abertura do show do Nenhum de Nós, com muito rock anos 60, 70 e 80. No mesmo dia também teremos a apresentação da banda Os Formigos. Na última Festur, de 2009, eles estiveram em Salvador do Sul. Segundo a comissão da festa, muitos pedidos favoreceram o retorno da banda. Os Formigos fazem apresentações com músicas de rockomédia, como eles mesmos definiram em seu site.
Por fim, a secretaria da Cultura garantiu que haverá novidades nas instalações do parque, com destaque para um plano de paisagismo. Sem contar que estão estudando incluir mais pratos típicos da cultura alemã, além do tradicional Café Colonial, oferecido pelas famílias da Rota Colonial da Linha Stein.
Na sexta-feira, 26 de agosto, teremos o lançamento oficial da 9ª Festur, com apresentação do logo, dos trajes novos das soberanas, e demais informações sobre a programação completa da festa. Logo mais, quando eu souber das novidades, estarei divulgando no blog. Afinal, a Festur é um momento importante para nosso município e deve traduzir principalmente o engajamento de todos pelo sucesso do evento.
A Corte inesperada
11 junho, 2011
A voz do povo é a voz de Deus. Bom, pelo menos ontem o ditado popular não se confirmou. O baile da escolha da Rainha e Princesas de Salvador do Sul, realizado ontem a noite, deixou no mínimo, muita gente boquiaberta. E não é apenas uma figura de linguagem. A imagem de uma fotografia na hora em que foi anunciado o posto maior da noite seria engraçada, em volta, todos abriram a boca, estupefatos.
Explico: desde o dia 08 de junho, estava rolando aqui no meu blog uma enquete que foi além dos meus visitantes mais assíduos. Como a escolha sempre gera uma grande repercussão na cidade, logo no boca a boca a enquete ficou conhecida e muita gente acabou entrando e votando. Claro, as visualizações do blog foram três vezes maiores que o número de votos. E quem fui encontrando e conversando na rua, iam me dando uma ideia de quem seriam as eleitas. Cinco ou seis nomes sempre se repetiam, e eram exatamente os mesmos nomes mais votados da enquete.
Em primeiro lugar, com 39,58% estava a Raissa e em segundo, com 20,83% a Keitersani. Duas candidatas cotadíssimas, que inclusive confirmaram favoritismo na noite do desfile com os presentes ao evento. E mais, mostraram que mereciam os votos de confiança, porque, segundo informantes, arrasaram também na entrevista e estava visível a desenvoltura na passarela. Em terceiro lugar, com 14,58% ficou a Josiele, esta sim, eleita princesa de Salvador do Sul. A outra princesa eleita, Kellin, ficou com 2,08% dos votos no blog, ou seja em penúltimo lugar.
A grande surpresa se deu com a candidata Joseane, eleita Rainha, que sequer recebeu um voto na enquete. As conversas laterais antes de definida a escolha também não apontavam o nome dela. Por isso a minha introdução, de que muita gente ficou sem entender o resultado.
No mais, o baile revelou um espetáculo, com mulheres salvadorenses maravilhosas. Quero registrar aqui o quanto muitas delas mereciam o posto de Rainha e Princesas de Salvador do Sul. Resta agora esperar que as que ganharam possam representar bem a cidade. O povo espera ao menos por isso!
Em busca do vestido perdido
30 maio, 2011
Abre a agenda. Marca a data. Fecha o horário com a loja. Vai até em casa, dá um retoque no batom, porque o frio acaba rachando os lábios. Amarra o cabelo, confere a bolsa e junta o grupo de apoio. Tudo isso às sete da manhã de um sábado. Para quem me conhece, acordar e resolver os itens acima citados é de um heroísmo enorme para mim. Mas tudo em nome de uma boa causa: a busca pelo vestido perdido.
Desde que a minha irmã, Keiti, e a irmã da Carina, Diécica, resolveram concorrer para a escolha das novas soberanas de Salvador do Sul, nossas conversas não tem pauta nova, sempre é sobre o tal desfile, que será no dia 10 de junho. O parágrafo acima revela a saída para o dia em que nos dedicamos a encontrar o vestido de gala que as duas deverão usar no dia. E a tarefa não é nada fácil.
A cor não favorece, o modelo não é inovador, a alça ta sobrando, o comprimento não alonga, o bordado não brilha. Nunca soube que um só vestido pode ter tantos defeitos, mesmo que ele lhe pareça esplêndido em uma vitrine. Mas eu já deveria saber, quando fui procurar meu vestido de formatura foi quase igual ao caos de agora. Porém, agora a procura é dupla, e pior, envolve voto, eleição da melhor.
No entanto, a experiência tem sido louvável, até para mim, que só dou alguns pitacos. Imagina para as duas concorrentes, que mal param em casa, faltando duas semaninhas para o grandioso evento, o momento solene para qualquer mulher que se delicie em argumentar sobre cada detalhe da candidata em cima da passarela, sem qualquer defesa a não ser o sorriso.
Estou ansiosa pelo dia, ainda mais porque a minha irmã e uma amiga estão no páreo. Por mim, as duas ganham e fim de papo. Mas o acaso, que conta muito mais em concursos de beleza, fala mais alto, é gritante. Cabe a nós continuar na luta pela busca do vestido que está perdido por aí, perfeito demais para ser verdade.
Ah… Abaixo, segue minha homenagem às minhas amigas já soberanas do município. Tenho total influência com a realeza. Hehehe..
Fotógrafa da família
25 janeiro, 2011
Orgulho da mana! A Keitinha tem uma foto na exposição II Panorâmica, na Galeria dos Arcos, no andar térreo da Usina do Gasômetro. O projeto, de organiação da Coordenação de Vídeo, Cinema e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, reúne trabalhos dos alunos da Unisinos, Famecos-PUCRS e UFRGS. Está disponível desde o dia 13 de janeiro até o dia 13 de fevereiro.
Não percam!
Ah, eu sou gaúcha!
20 setembro, 2010
Pergunte pra qualquer gaúcho, seja ele natural do Rio Grande do Sul ou adotado pelo Estado, o porquê de tanto orgulho pela sua terra. Alguns vão responder simplesmente porque é o melhor estado do Brasil, ou porque aqui é terra de gente boa. Sabe qual a minha resposta? Vou lhes dizer…
Me orgulho deste Estado pela garra e determinação de comemorar uma revolução, que na verdade, não deu certo. Orgulho-me por ser um estado tão ao sul que sofreu (ou sofre?) muito na conquista de mostrar que estamos aqui e queremos os mesmos direitos. Orgulho-me por todos os grandes nomes que se tornaram ícones no país por mérito próprio. Me orgulho do futebol gaúcho que para o resto do Brasil possa parecer sisudo, mas que sabe mostrar em campo muito talento.
Amo a música nativista, seja ela tradicional ou tchê music. Admiro todos os estilos musicais que são dançados pelos rio-grandenses. Amo os talentosos escritores que fizeram história e estão na memória não só dos gaúchos, mas de todos os brasileiros. Admiro esse Estado cheio de paisagens para todos os gostos. Adoro até a temperatura, que nos congela e nos aquece (às vezes em único dia). Felicito à todos nós por sermos um dos estados mais politizados do país. Sou enlouquecida pela gastronomia desse Estado, que vai do churrasco até as comidas típicas italianas, alemãs…
Enfim, eu AMO essa diversidade, de um Estado com muitas identidades que se fundem em uma só.. a de ser sempre gaúcho! Se restarem dúvidas: Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul… e grita junto comigo VIVA O RIO GRANDE DO SUL! E sirvam nossas façanhas, de modelo a toda Terra!
*Esse texto foi escrito por mim há três anos.. mas o sentimento ainda é o mesmo! Parabéns Gaúchos!






