O vestido que mais gostei
27 fevereiro, 2012
Impossível não comentar sobre os looks do Oscar. Pode-se dizer que não é menos importante que as premiações, porque as procuras no google no dia seguinte são mais pelos vestidos das celebridades do que realmente para quem foi a estatueta.
Este ano não posso fazer nenhum cometário sobre as escolhas da academia, que na maioria das vezes não me agradam. Parece que gringo não tem bom gosto. Mas este ano parece que a sensibilidade foi mais forte que a tecnologia, sendo que o grande premiado foi um filme mudo e em preto e branco, o francês O Artista. Aliás, primeira vez que um filme em língua que não seja inglesa ganha o prêmio de melhor filme, por mais que não se tenha dito quase nada no longa (ouvi falar que o ator principal disse duas palavras no filme). Épocas mais românticas voltam à cena…
Mas, o que vim comentar de fato é meu lado mulherzinha. Amei simplesmente o vestido da Natalie Portmann, que aliás é um símbolo de feminilidade. Adoro sempre o que ela veste, e mais ainda seus filmes, do dramático Cisne Negro ao previsível Sexo sem compromisso. E o vestido de poá vermelho achei uma graça. Alguns diriam sem graça, mas eu achei ótimo. Inspirador para as reles mortais que buscam nas hollywoodianas inspiração para arrasar nos looks. Lamento não ter pensado no poá na época da minha formatura. E aí, gostaram do vestido?
Liberdade de expressão
24 fevereiro, 2012
Existe um limite para a tolerância? Ou melhor, até que ponto devemos nos importar com certos assuntos que normalmente não nos diríamos respeito diretamente… Existe uma linha tênue entre reivindicar, criticar e ofender. Tem também uma diferença gritante entre defender seus direitos quando ao mesmo tempo você reprime seus deveres. O que tenho visto são incontáveis contestações em nome de um ideal falido, ou melhor, de um propósito individual que acolhe cinco ou seis pessoas diretamente, enganando indiretamente uma população de milhares de pessoas.
O resultado estamos vendo. Descaso, indiferença, luta pela defesa de um nome que não tem a menor relevância histórica e útil para uma cidade inteira. Um calçamento aqui, outro acolá enobrecem uma gestão de superfaturamentos a céu aberto. O lobo em pele de cordeiro é uma metáfora que se aplica. Uma cidade infundada em dívidas, com um nome sujo na praça porque uma pessoa fez de sua gestão uma vingança pessoal. Resultado, estamos vendo hoje em detalhes do cotidiano, que passam a se tornar grandes problemas. Mas eles tem um ideal.
O ideal de confundir, da lavagem cerebral. De bater tanto em uma tecla que já nem existe mais. O progresso deles está em galgar os degraus de suas próprias ambições. Falam em bem comum, mas não tem garra para conquistar nada para quem precisa realmente. Pensam em que afinal? Em juntar votos o suficiente para emplacar seu carro em letras garrafais exibindo a sua própria soberba em cima de, mais uma vez, milhares de pessoas. Infelizmente não acredito em mentiras, tão pouco me deixo enganar. Se incomodo pela sinceridade, cometerei sincerocídio. Se me cobrarem o silencio, voltarei a gritar a plenos pulmões. Se tem algo que aprendi vivendo em Salvador do Sul é que podemos amar um lugar com força, a qual resolvemos defender como se a terra fosse a nossa família. E mais, a profissão que escolhi não me deixa intimidar pelas ameaças, porque trabalho com a verdade. Lidamos com fatos, não lendas ou folclore.
Problema real resolve-se no mundo virtual
22 fevereiro, 2012
É inquestionável o poder de uma reclamação nas mídias sociais. Uma imagem pode ser destruída em poucos minutos, então, a solução acaba surgindo quase que instantaneamente. A reclamação 2.0 atinge milhões de pessoas, e é muito mais eficiente que o PROCON, informou uma pesquisa, é na verdade oito mil vezes mais eficiente. Mas até para indagar, reclamar é preciso de coerência.
Hoje, as empresas já se especializam nessa área para atender os seus clientes ante as suas reclamações, para que ela não ganhe proporções que não poderão mais ser consertadas. Tal atitude cabe também aos governos. Criar um Governo 2.0 é essencial nos dias de hoje. Para isso, as gestões públicas vão precisar criar seus próprios vínculos com os cidadãos de sua cidade, visando atender toda essa demanda. Para criar esse laço com a sociedade, que cada vez mais habita o mundo virtual, é preciso criatividade, bom senso e coerência. Temos aqui em Salvador do Sul uma prova de que é necessário alguém que cuide dessa demanda. Muitos fazem suas reclamações via facebook ou twitter, sobre diversas questões, como desde a falta de recolhimento do lixo ao protesto de maus-tratos a animais. Questões de suma importância que merecem resposta e mais ainda de solução.
Claro, o que não convém é poluir as mídias sociais com constantes reclamações que não chegam aos maiores interessados. Hoje, por exemplo, a prefeitura de Salvador do Sul não tem um canal direto com as mídias sociais, por isso, levar essas reclamações para as redes sociais acabam sendoem vão. Deveriamser feitas diretamente na prefeitura, através de uma ouvidoria. Aliás, outro erro, pois nossa prefeitura não tem uma ouvidoria. Mas, direcionando às secretarias, muitos problemas seriam resolvidos mais rapidamente. Com a negação ou descaso, então sim, usar o mundo virtual para solucionar problemas reais. Na atual conjuntura, tem muita gente usando as mídias sociais para promover outras coisas, mas isso é outro assunto.
Os Carnavais da minha vida…
17 fevereiro, 2012
É botar a memória pra sambar… Hoje pensei em escrever sobre os Carnavais da minha vida. E nessa procura por lembranças, o primeiro que veio à minha mente foi quando eu tinha por volta de 8 anos, e desfilei em cima de um carro alegórico. É isso aí, houve uma época em que Carnaval em Salvador do Sul tinha glórias de carnaval carioca, com mulatas, carros alegóricos, mestre sala e porta-bandeira, ala das baianas e Rei Momo recebendo a chave da cidade.
Nessa época que encarei um passeio na avenida Duque de Caxias, claro, (hehe), tentando passar tranquilidade enquanto morria de medo de cair do tal carro alegórico. Mas foi inesquecível, com certeza. A experiência se repetiu algumas vezes. Teve um ano que desfilei feito uma indiazinha, dessa vez sentada em outro carro alegórico, evitando o medo do ano anterior.
Se esses carnavais de desfile no sambódromo improvisado no centro da city acabaram ficando para trás, Salvador ganhou ares de uma tal de Salvador lá da Bahia. Ao invés do ar carioquês, os blocos bem baianos ganharam as ruas. Quem esquece do Carnaval promovido pelo Schling? Lembro até de uma dançarina do ventre, se é que minha memória infantil me enganou na época.
Mas se teve algo que pegou por aqui foi o Carnaval de blocos. Começaram tímidos e ganharam proporções enormes. Disputas árduas começaram a aparecer entre os dois maiores blocos de Salvador do Sul, Bonde da Boa versus UTI. O que começou com uma ideia de reunir uma galera para se divertir nos cinco dias de Carnaval, acabou em disputas por prêmio do melhor bloco.
A festa tradicional da Asca, um bailão realizado toda a segunda-feira de Carnaval, era o momento ápice dos blocos, que usavam da sua criatividade para realizar a sua entrada triunfal na festa. Começou com entradas mais singelas, com os integrantes caminhando e gritando seus lemas levantando uma caneca de chopp (isso, caneca de chopp, influências alemãs sempre por aqui)… Mais para frente, até carro alegórico, baianas, porta bandeira, passistas e bateria apareceram, e os blocos ganharam proporções de atração da festa.
Nem sei quantos anos participei do bloco Bonde da Boa, mas foram vários anos. E a última vez que me juntei a um bloco carnavalesco foi em 2010, então na UTI, quando o Bonde da Boa encerrou atividades. Com certeza, esses carnavais com os blocos foram inesquecíveis. Tenho várias histórias para contar de cada ano que fui foliã. Fotos então, a perder de conta. E agora, sinto saudade e ao mesmo tempo parece que finalizei a etapa. Quero outros carnavais, novas experiências. E sei que dá para agregar muitos estilos em comemorar essa grandiosa festa brasileira. Tem Carnaval para todos os gostos. E os carnavais da minha vida estão só começando…
E o salário, ó…
13 fevereiro, 2012
Em uma pesquisa da Unesco constatou-se que o professor brasileiro tem o 3º pior salário no mundo. Segundo a pesquisa, isso é um reflexo da baixa qualificação profissional no ramo, sendo que no nordeste brasileiro, 51% dos professores têm curso superior completo, no sul 72%, no sudeste 73%, centro-oeste 74% e, o pior dado, nos estados como a Bahia e o Maranhão, apenas 40% têm curso superior. Comparando com nossos vizinhos, países latinos, temos o pior índice no ramo da educação, ocupando a 84ª, quando a Rússia, por exemplo, com uma população bem superior a nossa, e sendo também um país emergente, ocupa a 66ª posição. O que adianta sermos atualmente a sexta maior economia, se nossa educação, que deveria ser prioridade, está sem os recursos e apoio necessário?
Não há investimento sério nem a nível federal, estadual ou municipal na educação. Basta conferir os orçamentos de cada cidade, ou do seu estado, se a prioridade é a educação. Nunca é! Mesmo a educação sendo catalisadora para o crescimento de um país. Historicamente estamos atrasados. A educação básica no Brasil só começou a ser expandida no fim dos anos 70. Frente a esses dados, muitos recaem a culpa em nossos docentes, que deveriam estar se atualizando, sendo que vivemos na era da informação. Políticas sociais são esperadas da ação dos professores, como se educação se resolvesse sem apoio. Ou seja, os professores não são os atores únicos dessa empreitada, mas precisam de atenção, de formação qualificada, e bons salários, claro.
O sistema de ensino no país ainda rasteja para atingir o nível zero de crianças analfabetas até oito anos. Os índices do IDEB também penam em atingir os níveis altos dos países desenvolvidos, com a nota seis. A meta é que até 2022 possam chegar lá. Mas, enquanto um país não desenvolver uma nova política de aprendizagem que estabeleça um ganho individual, do professor, e coletivo, dos estudantes de nosso país, ainda vamos penar até realmente chegarmos a ser um país de ponta.
Fórmula do amor
10 fevereiro, 2012
Relacionamentos tendem a serem complicados. Entre família, amigos ou namorado, marido, ficante (e todas as variações existentes). Mas acredite, a relação que mais me intriga e me confunde ainda é a relação entre casais apaixonados, e falo dos casais homem e mulher. Parece que não existe uma fórmula, mas com 25 anos nas costas e um ouvido que já escutou quase tudo, parece que sim, tem um segredo nisso tudo.
A fórmula do amor é simples e condiz com um certo discernimento. Não pode existir entre esse casal, por exemplo, sentimentos ruins e inibidores de confiança, como o ciúme. Esse certamente é um dos vilões dos casais. A desconfiança acaba com qualquer promessa de um “juntos para sempre”. Aliás, outro erro comum é os relacionamentos duradouros, que um dia entramem escassez. Aotérmino dele, geralmente os casais dizem que foi tempo perdido, e sequer cruzam no mesmo lado da rua do seu ex. Erro grosseiro, pois ex para sempre será ex. É melhor um convívio pacífico, ainda mais quando tem filho na parada.
Nessa troca, que são os relacionamentos, jamais podemos fazer com o outro aquilo que não queremos que aconteça com a gente. Parece muito óbvio, mas os aprontadores de carteirinha nunca pensam nisso na hora de magoar alguém. Ao que parece, a fórmula do amor começa a aparecer, assim como 2 mais 2. Não sou especialista em relacionamentos, na verdade, estou beeeem longe disso, mas para resumo do entrevero, o que salva e dá verdade aos relacionamentos é uma boa conversa. Diálogo é a solução de nossos problemas. Suposições só nos levam a ao lugar comum, que não deveria caracterizar nenhuma relação.
Essa é a fórmula. 1+ 1. O casal precisa se somar… precisa ser mais, um na vida do outro. É preciso avaliar os sinais positivos de ambos. Se não existe dois no final dessa equação, paciência. Começamos a procurar novamente… Porque o amor sempre vale à pena.
Porque eu sou feita pro sol, da cabeça aos pés
7 fevereiro, 2012
Que eu amo verão, todo mundo já sabe. Que eu sou apaixonada por sol, todo mundo já percebeu. Mas o que talvez nem eu tenha notado ainda, é que toda e qualquer paisagem iluminada pelo astro rei, me consome. Preciso registrar o momento, com fotografia, com o olhar, com uma respiração profunda. Sol é energia, me revitaliza, me dá um gás, a vontade de conseguir as coisas, com mais garra, mais força!
Todo e qualquer dia de sol para mim é mais feliz.




