29 dezembro, 2011

Apesar do ano de 2012 já estar nascendo desacreditado, afinal, os Maias afirmam que em 23 de dezembro de 2012 tudo terá um fim, eu imagino que as profecias estão erradas (hehe). O ano de 2012 vai nascer cheio de esperança, são novos dias, aliás, 366 porque teremos um ano bissexto, ou seja, teremos o dia 29 de fevereiro. Isso é mágico, as coisas não podem dar errado! hehe. Então, com essas centenas de dias as coisas só podem ser cada vez melhores, porque são novas chances de acertar, de crescer, de ser feliz.

Faço uma homenagem a todos que compartilharam o ano de 2011 comigo: família, amigos, colegas de trabalho. E desejo que possamos continuar juntos, celebrando a vida e as coisas boas que ela nos oferece. Um ótimo 2012, acima das nossas expectativas! Nos vemos no ano que vem! Um grande beijo dessa destrambelhada aqui!

Amigas nada secretas

25 dezembro, 2011

Já é tradição! Nosso amiga-secreta rolou na semana passada e mais uma vez teve de tudo. Risadaria, abraços, troca de elogios, surpresas. A nossa amizade se fortalece a cada ano e isso se reflete nesses encontros.

Mais uma vez o encontro foi na casa da Fran, que sempre recebe todas nós tão bem na casa dela que acabamos ficando lá por horas e horas, tamanho o clima acolhedor. Começamos o ritual da revelação do amigo-secreto pela anfitriã, que tirou a Karen. Aí então a Karen revelou que tirou a Sarah. A Sarinha tirou a Keiti. A minha mana mais uma vez tirou a mim, que tirei a Fran. Então, roda fechada, a Ange revela que tirou a Kelly e vice e versa.

Uma foto para posteridade e um jantar delicioso. Mais importante que celebrar grandes momentos com quem se gosta, eu desconheço. Amigos são a família que a gente escolhe, e a nossa família de amigos só aumenta, fica mais unida e enfrenta de frente todos os percalços. Um dia distante nos lembraremos desses encontros com carinho e recordaremos das histórias. Mas jamais recordaremos disso distantes uma da outra, estaremos sempre por perto, nem que seja guardando essa amizade dentro do coração.

Um Feliz Natal a todos! Para a minha família, mãe, pai, mana… tios, tias, primos, avôs… e amigas e amigos.

2011 e os extremos

16 dezembro, 2011

O ano de 2011 foi de extremos! Tive momentos inesquecíveis, tanto para o bem quanto para o ruim. Não posso esquecer dos momentos bons, que foram na verdade maravilhosos, de felicidade extrema. A chegada da minha vó, por exemplo, foi em 2010, mas em 2011 curtimos muitos momentos esplêndidos ao lado dela. Foram sorrisos largos todos os dias. Ela tinha uma capacidade inesgotável de nos fazer rir, de encontrar humor em todos os momentos. Mesmo quando ela contava momentos difíceis da vida dela, no final, nos arrancava um sorriso. Jamais vou esquecer dela entoando, de deboche, a música do Tonico e Tinoco… “Ganhei um cachorrinho, por nome de Pitoco, cachorro inteligente, adestrado e muito louco…” Ríamos de rolar no chão, e ela achava muita graça da música.

O início do ano, graças à minha avó Euza, merece nota 10. Na verdade, nota mil. Foi tudo lindo, esplêndido. Até o fatídico dia 18 de abril. Minha avó falecer aqui, enquanto nos visitava, e nas vésperas de voltar a Tocantins, foi de extrema tristeza. Dói bem fundo, no meu peito, lembrar daquele dia, e dos dias que sucederam aquele. Para escrever isso, meus olhos já enchem de lágrimas. Por um tempo, fiquei me indagando, porque eu não consigo esquecer ou superar? Mas aí, o tempo, senhor da conformidade, me fez entender que não é possível esquecer porque minha mãe, minha irmã, meus tios, meu avô, meu primo e todos os amigos dela a amavam muito. Nunca vamos esquecer do jeitinho meigo de uma mulher com uma personalidade forte.

Depois disso, meu avô, pai do meu pai, também faleceu. O momento foi igualmente triste, porque ele também foi sempre muito gentil. A casa em Dom Diogo tem aquele vazio, sentimos muito a falta dele. Sempre quando íamos aos almoços tradicionais de domingo, ele logo ia trazendo a cadeira, apesar da dificuldade de caminhar, aos 91 anos. O dia 10 de julho foi de muita tristeza dos meus tios e primos. E meu pai, também, ferido na alma pela partida do meu avô. Perder pessoas que amamos é muito difícil e jamais superado, apenas nos conformamos com os caminhos da vida.

A partir daí, os dias foram meio sem graça. Sabe quando a televisão a cores está sem brilho? É assim que eu enxergava os dias. Mas da mesma forma que ao clicar no controle remoto, as cores retomam o brilho aos poucos, assim que eu comecei a enxergar novamente as coisas com mais vida. Se o ano de 2011 foi de extremos, entre a alegria e a tristeza, os meses após o falecimento da minha avó e meu avô foram monótonos inicialmente. Mas aos poucos comecei a rir com vivacidade novamente, ou fazer novos planos.

O tapa na cara que são esses momentos difíceis tem a sua explicação, porque valorizamos mais os sentimentos, nossos e dos outros. Cuidamos ao julgar certas pessoas ou a dar valor excessivo para coisas desimportantes. Passamos a pensar menos a longo prazo e fazer do presente inesquecível. Eu diria que 2011 poderia ser apagado das minhas lembranças, mas ao mesmo tempo isso é impossível. Será um dos anos mais importantes da minha vida, porque pessoas que eu amo deixaram meu convívio, e a lembrança delas está muito viva, e não quero esquecer. Saudade, isso sinto todos os dias.

Mas mesmo assim, agradeço por 2011. Conquistei novas amizades, celebrei as antigas, trabalhei muito, chorei muito, ri muito, abracei, caminhei, viajei, escrevi, xinguei, li, senti raiva, perdoei, refleti, agi por impulso, dancei, cantei, amei. Quero um 2012 cheio de esperança e sei que muita coisa difícil vem pela frente. Mas, mais importante, sei que muita coisa boa também aparecerá. Então, quero dedicar à minha avó Euza e meu avô Donatus um até logo. E agradecer pelos dias intensos e felizes que vivi ao lado deles. Que me protejam, protejam à nossa família e abençoem 2012 e todos os anos que virão. Amém!

Começando 2012 leve

14 dezembro, 2011

Desejo para 2012? Tenho vários. Mas gostaria principalmente de chegar no dia 1º de janeiro bem mais leve. Não estou falando de peso… Quer dizer, não estou falando só de peso (hehe). Quero é me livrar dos acúmulos do dia-a-dia. Sabe, limpar gavetas, apagar arquivos inúteis do computador, eliminar papéis, bilhetinhos, meias furadas, chinelos rasgados.

Quero doar brinquedos, dar as roupas que não uso mais. Jogar fora os tubos de esmaltes secos, eliminar as chaves do chaveiro que não preciso mais. Riscar as últimas dívidas da agenda, resolver questões proteladas durante quase um ano inteiro. Limpar a caixa de emails, reorganizar os armários. Extratos, contas, talões, canetas quebradas e relógios estragados, direto para a lixeira.

Quero começar o ano de 2012 bem elegante, fina. E o sentido é literal sim. Nada mais elegante do que a organização. Quero desatrulhar a minha vida, começando pelos objetos que não são mais úteis. É falando em ser útil, vamos novamente ser práticas. Promessas de final de ano como fazer a maior dieta de todos os tempos ou a vontade de mudar hábitos que você nunca consegue, é bem cansativo, e isso não agrega tanto quanto deveria.

Quando tudo a nossa volta está em seu lugar, a energia volta a habitar a sua vida.  E nada melhor que começar um ano novinho em folha com a energia renovada. E então, mãos à obra?

Os meus 15 anos

8 dezembro, 2011

No dia 30 de agosto de 2001 eu completei meus 15 anos. Na época, muitas meninas sonhavam com uma grandiosa festa, um vestido rodado e muitos convidados. Eu fui mais prática, aliás, uma das minhas características mais fortes. Decidi que queria um computador de presente, coisa chique na época. Mas minha mãe queria comemorar também, nem que fosse com as amigas mais próximas. Então sugeri uma festa no interior, em um sítio.

Convidei as minhas amigas do peito, minha família, e pronto, estava organizada a minha festa de 15 anos. Um final de semana no sítio do Luiz Finger, que nos deu direito a pescaria, filme de terror, churrasco no almoço, galinhada na janta. Mas o mais importante foi o tamanho da lembrança que ficou. Naquele sábado e domingo fizemos coisas que não éramos acostumadas a fazer. Penduramos redes nas árvores, conversamos longamente sobre todos os assuntos. Fizemos um tour pela comunidade do interior, visitamos os vizinhos, e até ganhamos um litro de leite recém ordenhado, e uma galinha “gooorda”, como diria a Salete (lembra?), que acabou virando a nossa galinhada.

No meio da tarde, chegou um carro de som, com um bolo de isopor enorme no teto, entoando uma homenagem para mim. Logo, morri de vergonha, mas a minha mãe fazia questão que eu dançasse a valsa dos 15 anos com o meu pai. E assim fizemos. Na grama, entre a casa e o açude, dancei a valsa no meio da roda que as gurias formavam. Foi inesquecível, porque rimos muito e ao mesmo tempo eu estava bem emocionada. Durante a noite, assistimos filmes de terror, deitadas no chão, de mãos dadas uma com a outra, implorando que nenhum barulho anormal acontecesse fora da casa. E antes do filme começar, as mais corajosas discutiam que as portas da casa deveriam ficar abertas enquanto o filme rolava. Algumas de nós, inclusive eu, descartamos totalmente a hipótese.

Por coincidência, ou talvez obra do destino, 10 anos depois, comemorei meus 25 anos no mesmo sítio. Agora bem diferente daquela época. Primeiro, com a presença de novos amigos. Depois, foram novas conversas, outras novidades. E dessa vez, sem valsa. Mas especial da mesma foram que foram os meus 15 anos. Talvez porque recordei com carinho daquele dia que foi muito especial para mim.

A lembrança veio hoje porque assisti um vídeo de uma festa de 15 anos de uma menina de Mato Grosso do Sul, que custou cerca de 2,5 milhões de reais, com presença de globais, duplas sertanejas de renome, convidados ilustres. Não tem como não ficar boquiaberto com o vídeo, que pode ser assistido clicando aqui. Os valores hoje realmente são outros. Não que eu, com 15 anos, não fosse amar uma festa como aquela, mas garanto que lembro da minha com a mesma alegria que ela lembrara da dela. Gastando um pouco menos que ela… hehe

Fina Ironia

3 dezembro, 2011

Acho bem mais inteligente uma conversa com pitadas de ironia. Ou melhor, inteligente não é bem a palavra… Uma conversa é bem mais interessante quando vem com alguma ironia no meio dela. Isso porque é bem mais interessante dizer aquilo que realmente pensamos, e talvez a maneira mais “singela” para isso, seja através de uma certa ironia. Mas aí você se pergunta: Ironia não é justamente dizer o contrário do que se pensa?

Aí que entra a singeleza da qual vinha falando! É bem mais fácil ser sincera em um tom sarcástico do que jogar a verdade com olhos marejados em cima do seu amigo, familiar, colega. Assim encontramos um meio de dizer o que realmente queremos, tendo uma certa distância emocional no momento, o que pode levar o outro a repensar, agir de outra forma, ou entender de uma vez o que você acha ou não sobre um assunto. Agora ser irônico pode parecer um defeito, mas eu vejo a característica quase como um dom.

Mas a ironia não é entendida por todos. Isso porque existe milhares de ouvintes. Você pode passar a vida inteira dizendo a verdade ironicamente para o cidadão, e ele não entender e ficar pensando no que você realmente quis dizer com aquilo. Como jornalista, posso afirmar que conheci diversos sarcásticos. Arrisco dizer que é a raça mais irônica que perambula nesse mundão. É comum ver os jornalistas sentados em um bar, conversando com sarcasmo sobre vários assuntos, rindo para valer. Estou com saudades daquelas conversas… Sério mesmo!

Na verdade, sou bem mais irônica conversando do que escrevendo. Por isso, acho que vale terminar esse post com algumas frases do mais célebre dos escritores irônicos deste país, Machado de Assis. ”Um dos defeitos mais gerais, entre nós, é achar sério o que é ridículo, e ridículo o que é sério, pois o tato para acertar nestas coisas é também uma virtude do povo.” Em “Ao Acaso” (28 de março 1865). Ou ainda, deixar a sugestão do chargista Millôr Fernandes, de usar o ponto de ironia, para os mais “sabidos” compreenderem quando se está fazendo piada das circunstâncias.

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