Individualismo a dois
10 junho, 2009
Namorar é complicado. Culpa da globalização, do capitalismo, do mundo girar sempre para o mesmo lado, e as horas não pararem nunca! É o tempo, a correria cotidiana, a busca por um ideal. É o individualismo que é tratado como conquista nesses dias atribulados de uma vida atribulada. Acredito que é isso que me atrapalha. Tentar buscar a independência e a liberdade da mulher moderna, que não me permite precisar de alguém.
Socorro, não posso ficar só! Namorar é complicado, mas quem não gosta. Alguém que está ali, te entendendo e te apoiando. Sendo seu parceiro, e sorrindo ao te ver chegar depois de um dia longo. Mas as revistas, a televisão, os jornais, as vitrines, elas insistem em dizer que não posso parar, tenho que correr atrás do meu sonho, tenho que ser a mulher independente que minha mãe sempre sonhou.
A minha mãe, mulher dos padrões da época dela. Casou aos 22, com a idade que estou agora. Não cursou uma faculdade, mas batalhou pelos seus desejos mesmo depois de casada. Seguiu à risca o que minha avó dizia que ela deveria fazer ou ser. E hoje, minha mãe é uma mulher como muitas: cheia de conquistas pela frente, sem marido e sem minha avó nos seus ouvidos dizendo o que ela deve ou não fazer. E depois disso, eu tento ser diferente da minha mãe, sem ao menos saber se é isso mesmo que eu quero. Talvez eu quisesse, às vezes, ser mais dependente, esperar que alguém fizesse por mim o que todos os dias estou incessantemente correndo atrás.
Mas não, estou errada! Tenho hoje a oportunidade de conquistar aquilo que muitas mulheres tentaram antes de mim, e não podiam. Contudo, mesmo lendo histórias de mulheres que desejavam ser o que sou hoje, penso que não sou uma mulher à frente do meu tempo, como elas eram, mas sou uma mulher que anda, ou melhor, corre com a era que estamos passando. Sou tão contemporânea, que de vez em quando fico enervada. Quando vejo, falei coisas que são tão individualistas, que para mim é o perfil da mulher contemporânea, que paro, penso, e entro em conflito com minha mente. Penso, penso, e penso mais… Onde foi que errei? Desde quando sou assim? Aí não acho as respostas e sigo, correndo, meu cotidiano.
Coitado do meu namorado, que convive com esse meu jeito, desajeitado com a duplicidade. Tento ser um casal, e quando vejo, lá estou eu pensando no que seria melhor para mim. Ta pensando em egoísmo? Esqueça, não é esse meu perfil. Sou descontraída, dou risadas extensas e gosto de dividir minhas emoções. Só sei que o mundo de hoje me transformou num monstrinho em busca de um lugar só meu.
No entanto, nesse Dia dos Namorados quero inovar, pegando o exemplo da minha mãe, quando ainda era solteira, vou tentar não programar, não correr e pensar apenas no momento. Não sou a mulher ideal, longe disso, mas vou fazer desse dia o ideal para ser feliz, à dois!

Parabéns Katy
Que tenhas muito sucesso e sejas muito feliz!
Conta comigo viu?!
Um beijo
Ivonete