No mínimo revoltada… Sensação ruim, graças à uma notícia ruim…

Vivemos mesmo no país do retrocesso, da piada pronta. Tiraram das mãos dos jornalistas uma conquista. E a desculpa: que um diploma feria a liberdade de expressão!

Um jornalista não precisa de diploma assim como um chef também não necessita! Essa é a comparação! Um texto jamais poderá desestruturar o conjunto… esses são os argumentos!

Juízes, advogados.. os reis da cocada preta! Eles sim, precisam de um diploma. E o argumento: como vão mentir para livrar um ladrão da cadeia? Tem que ter formação acadêmica!

Perdemos o diploma, porém ganhamos direito à informação ruim. E quem perde com isso? A sociedade!

 “Cantar não pode ter regulamento, só canta de encomenda quem quiser…” Na composição de Pedro Barroso, podemos ver onde está a essência da música, que é poder cantá-la. Porque cantar é a expressão de um sentimento, é o momento de liberdade, de ser quem você realmente é. Lembro então agora de algumas histórias que ouço de minha mãe. Ela conta que a minha avó adorava cantar. Estendendo roupas no varal, fazendo o almoço, varrendo a casa… lá estava ela, cantarolando suas músicas prediletas da época. E sempre que minha mãe termina de contar essa história ela diz: “Sei que naquele momento ela se sentia mais feliz”. Assistindo aos sucessos do You tube do momento, os vídeos de Susan Boyle e Stand Be Me, cai em meu pensamento exatamente a história que acabei de contar, e por quê? Porque percebemos que cantar é acreditar que há algo melhor para todos. São nossas emoções expostas em uma melodia, uma letra, um momento. E para cantar não precisamos de um palco, ser a atração principal ou de lucros. Cantar é poder sentir, é ser, é ver! Aí então percebemos que artistas de rua, que se dispõe a cantar na calçada, realmente o fazem por paixão e pela busca de um tempo dedicado à alma. Cantores de chuveiro, de karaokê, de ninar, caminhando e cantando. Um viva a todos eles! Porque a canção une e faz toda a diferença, e até existem estudos científicos que comprovam isso. E, para usar mais um clichê, percebemos como a sabedoria popular é verdadeira, pois realmente “quem canta, seus males espanta”. E se você canta mal, assim como eu, levanta bem o volume do som, e solte sua voz!

Individualismo a dois

10 junho, 2009

Namorar é complicado. Culpa da globalização, do capitalismo, do mundo girar sempre para o mesmo lado, e as horas não pararem nunca! É o tempo, a correria cotidiana, a busca por um ideal. É o individualismo que é tratado como conquista nesses dias atribulados de uma vida atribulada. Acredito que é isso que me atrapalha. Tentar buscar a independência e a liberdade da mulher moderna, que não me permite precisar de alguém.

Socorro, não posso ficar só! Namorar é complicado, mas quem não gosta. Alguém que está ali, te entendendo e te apoiando. Sendo seu parceiro, e sorrindo ao te ver chegar depois de um dia longo. Mas as revistas, a televisão, os jornais, as vitrines, elas insistem em dizer que não posso parar, tenho que correr atrás do meu sonho, tenho que ser a mulher independente que minha mãe sempre sonhou.

A minha mãe, mulher dos padrões da época dela. Casou aos 22, com a idade que estou agora. Não cursou uma faculdade, mas batalhou pelos seus desejos mesmo depois de casada. Seguiu à risca o que minha avó dizia que ela deveria fazer ou ser. E hoje, minha mãe é uma mulher como muitas: cheia de conquistas pela frente, sem marido e sem minha avó nos seus ouvidos dizendo o que ela deve ou não fazer. E depois disso, eu tento ser diferente da minha mãe, sem ao menos saber se é isso mesmo que eu quero. Talvez eu quisesse, às vezes, ser mais dependente, esperar que alguém fizesse por mim o que todos os dias estou incessantemente correndo atrás.

Mas não, estou errada! Tenho hoje a oportunidade de conquistar aquilo que muitas mulheres tentaram antes de mim, e não podiam. Contudo, mesmo lendo histórias de mulheres que desejavam ser o que sou hoje, penso que não sou uma mulher à frente do meu tempo, como elas eram, mas sou uma mulher que anda, ou melhor, corre com a era que estamos passando. Sou tão contemporânea, que de vez em quando fico enervada. Quando vejo, falei coisas que são tão individualistas, que para mim é o perfil da mulher contemporânea, que paro, penso, e entro em conflito com minha mente. Penso, penso, e penso mais… Onde foi que errei? Desde quando sou assim? Aí não acho as respostas e sigo, correndo, meu cotidiano.

Coitado do meu namorado, que convive com esse meu jeito, desajeitado com a duplicidade. Tento ser um casal, e quando vejo, lá estou eu pensando no que seria melhor para mim. Ta pensando em egoísmo? Esqueça, não é esse meu perfil. Sou descontraída, dou risadas extensas e gosto de dividir minhas emoções. Só sei que o mundo de hoje me transformou num monstrinho em busca de um lugar só meu.

No entanto, nesse Dia dos Namorados quero inovar, pegando o exemplo da minha mãe, quando ainda era solteira, vou tentar não programar, não correr e pensar apenas no momento. Não sou a mulher ideal, longe disso, mas vou fazer desse dia o ideal para ser feliz, à dois!

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