Amor da nossa vida

18 junho, 2013

Ela caminha rápido pela casa. Também acelera os passos pela cidade. Há algum tempo atrás nós mal conseguíamos acompanhá-la, e ao reclamar da pressa, e questionando se ela tinha rodinhas nos pés, ela dava um passo atrás, e acompanhava nosso andar. E na mesa. O desafio quase diário de fazer com que os molhos e demais delírios gastronômicos fossem recusados, para entrar os alimentos saudáveis, como verduras, legumes e frutas. No entanto, quase sempre ela quebrava a cabeça para fazer um almoço que agradasse o paladar das duas filhas, porque se uma não reclamava, a outra com certeza iria. E a escolha dos programas de televisão? Quantas vezes só levantou o olhar e resolveu não entrar na guerra pelo controle remoto, quando ela ansiava por assistir a novela.

São nesses momentos simples do cotidiano que percebemos a entrega de uma mãe. Por mais que os filhos levantam a voz, reclamam que as mães são todas iguais, se colocarmos na balança, o resultado será assustador do número de vezes que elas deixaram de fazer o que gostam para fazer o que os filhos gostam. Assim é você mãe. Insistentemente quer fazer tudo por nós. Mas tudo mesmo. Se preocupa ainda com a roupa que estamos usando, desesperada de medo que iremos passar frio ou mesmo pegar uma gripe. Usa o telefone para pedir que voltemos para casa, porque tem sereno na rua. Pede encarecidamente que a salada seja feita, e que seja comida. Lembra dos nossos compromissos, aconselha sobre finanças, relacionamentos, amizades. Avisa: tem certeza de que vai fazer isso? Está sempre em todos os lugares, com toda paciência, 24 horas sendo a melhor mãe que poderíamos ter.

Aí quando chega o dia 18 de junho pensamos: será que um dia poderemos recompensar tudo que ele fez e faz por nós? Alcançaremos tal patamar? Duvido. Tenho certeza que passaremos dias e dias tentando te fazer feliz da melhor maneira possível, mas jamais chegaremos a entrega que você tem conosco. Temos que passar cada dia agradecendo pela tua presença magistral em nossas vidas. Não tem pessoa mais amável do que a nossa mãe. E os teus 51 anos completados hoje são a celebração de uma vida sem ruídos, só com ações extremamente corretas, fazendo de ti mãe, mais que um exemplo. A mais completa admiração temos por ti, que é tudo e muito mais que poderíamos desejar. Obrigada Deus pela presença iluminada da dona Ceres Regina em nossas vidas. Que Ele esteja sempre ao teu lado, abençoando seus passos.

Feliz Aniversário mãe!

Das suas filhas e admiradores incondicionais, Cathierine e Keitersani

cartãoceres

O Gigante acordou

17 junho, 2013

Pensava que não viveria para ver isso. Sempre me incomodei com a falta de ativismo do jovem de hoje, que estava mais preocupado em dizer que odiava política, e não tomava atitude nenhuma. Desprovidos de opinião formada, em conversas entre amigos sempre considerei a nossa geração como banana. Ao que me constava, para a maioria não tínhamos mais pelo que lutar. Nascemos em uma democracia. O acesso às necessidades estava facilitado. O difícil para os jovens de hoje era enfrentar algumas horas na universidade.

Mas desde a semana passada o Brasil acordou. Inspirados claro na reação iniciada em Porto Alegre no mês passado, o movimento pelo país denomina-se Passe Livre. Luta por um transporte público de qualidade e mais barato. Mas é muito mais que isso, frase essa que já virou o bordão das manifestações. Então vemos que há muito pelo que lutar no Brasil. Nas manifestações que estão acontecendo agora por todo o Brasil, há mais indagações do que respostas. Grita-se por mais educação, pelo abuso nos gastos com os eventos esportivos, pelo respeito com o povo trabalhador. Alguns falam em falta de foco. Mas para mim é uma explosão necessária.

Há anos não temos manifestações como essa. O jovem de hoje nem sabe direito como se portar nessas legítimas ações democráticas. Tão pouco sabe se portar a imprensa. Fato esse que podemos perceber com dois exemplos, como a declaração do comentarista Arnaldo Jabor, que veio logo depois pedir desculpas pelo erro de julgamento, e de Datena, que também teve que engolir a definição “baderneiros” para voltar no dia seguinte segurando as “lágrimas” de emoção ao ver as manifestações. A polícia então, nem se fala. A truculência, com uso de balas de borracha, gás de efeito moral, e violência, denota a total falta de preparo.

Enfim escrevemos história no país. A geração dos anos 2000 não é banana. Precisou de uns bons anos para acordar. Mas está na rua. Reivindica. Faz de forma pacífica. Chega de uma sociedade conservadora e atrasada. Vem pra rua! É nosso direito!

5826_382301638536171_1626574404_n

Sexo Frágil

6 junho, 2013

Uma das hipóteses dos números alarmantes de violência contra a mulher pode ser a machista definição de que somos o sexo frágil. A ideia de que nascemos para o lar, cuidar de filhos, manter a ordem da casa, determinou mais do que simplesmente termos uma aparência mais frágil dos que os homens, ditou que nós deveríamos ser sustentadas por eles, ou seja, vivendo sob o comando masculino. É uma patologia da sociedade. É nossa culpa casos como o de Sapucaia do Sul, ocorrido ontem. O ex marido manteve a mulher sob cárcere privado, junto do neto deles de apenas 20 e poucos dias. Depois, a estrangulou. E mais covardemente ainda, se matou.

O caso denota como as mulheres estão sim, fragilizadas, mas por falta de apoio. De ordem pública também. Quanto tempo os policiais levaram para agir em Sapucaia? Talvez a tragédia poderia ter sido evitada. A mulher, que lutou por sua vida num hospital, morreu esta manhã. Em nome de que? Do machismo? Esse é um caso de dezenas que ocorrem por dia ao nosso redor. Por medo, mesmo após a Lei Maria da Penha, criada há seis anos, muitas mulheres sofrem maus tratos, violência verbal, e acabam sendo mortas, a maioria das vezes por seus companheiros.

A Lei Maria da Penha com certeza foi um avanço na proteção às mulheres. Mas fora isso, a sociedade ainda pena. Não se impõe. Não muda os conceitos. Preserva uma cultura estúpida de diferenças apoiados na definição de sexo frágil. Eu penso nas gerações futuras. Ainda vão ter que assistir ao noticiário vendo suas mães, filhas, tias, amigas sendo mortas pela passividade masculina? É dentro de casa que os conceitos mudam. É no dia-a-dia, com as mulheres sendo valorizadas no mercado de trabalho. Quero estar aqui no dia em que o respeito será a palavra de ordem. Mais do que cobrar atitudes de governo, polícia e projetos sociais, mudar a nossa cabeça é o desafio. Porque frágil mesmo são as cabeças retrógradas de um mundo machista.

mulher-violência

A primeira sensação ao ouvir sobre democratização da mídia é do tom da censura. Mas ao encontrar uma ferrenha campanha contra das grandes corporações da mídia no Brasil, pela democratização da comunicação, entende-se melhor porque a pauta não vai adiante. A democratização vem, na verdade, para ampliar o acesso da informação ao cidadão, que tem hoje à disposição apenas um lado da notícia. Comandados por seletas famílias no país, os repórteres estão amarrados e impedidos de detalhar situações como por exemplo, da corrupção no Brasil, em vista os interesses econômicos e políticos dessas famílias. Detendo a informação, o cidadão brasileiro não tem acesso às mídias alternativas, e é refém de uma comunicação corporativa, mantida por um monopólio da comunicação.

O projeto de lei para a democratização da mídia brasileira está emperrado no Congresso Nacional que não tem o menor interesse em dar andamento. A mídia brasileira atende aos interesses de uma minoria, onde muito deputado e senador detém as concessões de rádios, são donos de jornais, revistas e televisão, alinhados apenas do lado que lhes convém. Porém, se vivemos em uma democracia, a comunicação tem de ser obviamente democrática. No mundo, é difícil encontrar um país com as características do Brasil que apresente uma imprensa de monopólio. É só você pensar quais os canais que sempre assiste, e verá que não existem dois lados. Além disso, a imprensa brasileira fala dela mesma o tempo todo, se pautando através das publicações do seu próprio grupo, não dando dinamismo às informações.

A questão mídia e poder é um tema complicado no país. Mas a discussão da democratização da mídia deve ser um tema debatido pelos profissionais da comunicação, junto à população, porque vem para garantir aprofundamento e maturação das informações divulgadas no país. Porém, o debate sequer chega aos ouvidos do cidadão, porque a grande mídia está mais interessada em não garantir a real emancipação cultural dos brasileiros, que ficam à mercê dos mecanismos informativos de compreensão da realidade, na visão deles, não do que nós pudéssemos concluir. No nosso sistema capitalista, que defende a democracia, a imprensa não deveria ser por obviedade a defensora da liberdade de expressão e da autonomia individual? Pois é, vivemos aqui um paradoxo.

As pontas dos dedos, os pés e o nariz parecem não fazer mais parte do meu corpo. Me sinto uma vampira, que não tem mais sangue. Completamente congelada, volto a reclamar aqui da estação mais desestimulante do ano: o inverno. É ruim levantar da cama, o café fica gelado muito rápido. Os movimentos são diminuídos pelas cinco camadas de blusas, meias e calças. A rajada de vento vem acompanhada as vezes de uma neblina com chuvisco. O choque térmico dos lugares aquecidos por pouco não entorta de muita boca por aí. E mesmo assim o tal inverno tem seus fãs.

Dizem ser a melhor época para comidas, caseiras ou em restaurantes com lareiras, acompanhadas de vinho. Mas aí termina a estação e só quem lucra com esse “benefício do inverno” são as nutricionistas e academias. Porque eu duvido que uma pessoa no mundo faça dieta em dias frios. Aí lembram que dormir é melhor no inverno. O que adianta? Uma hora vai ter que sair das cobertas mesmo. E quem acorda cedo, pior ainda.

frio-de-sp

Não há alegria nos rostos no inverno. Estão todos escondidos pelas mantas e golas altas dos blusões de lã. A palavra esconder, diga-se de passagem, é o que define bem a estação. Esconde-se os rostos, as mãos. Nos escondemos dentro de casa nos finais de semana. Não temos a mesma disposição do verão para sair. Eu vejo empecilho em tudo. No frio, claro. Na roupa que não tenho para vestir. No casaco que tenho que levar. Na saída da festa e o para-brisa do carro congelado.

Sei que a solução para mim é o famoso ditado popular, os incomodados que se retirem. Por isso a aposentadoria será no nordeste, garanto para vocês. Por enquanto vou aguentando, e reclamando. Não há luva, cachecol, casaco e ar-condicionado o suficiente que me esquente. E nem argumento que me faça passar a gostar mais de inverno 0°C do que de calor 40°C.

Uma das vitrines que mais me chama a atenção são as das floriculturas. Todas aquelas cores, com flores da estação misturadas às rosas, que sempre são uma pedida, é um fascínio. Admito, e fica a dica, adoro ganhar flores. Claro, tem todo aquele discurso de que flor é caro demais, e dura só uma semana no vaso com água. Mas não estou nem aí. Curto o encanto de receber flores. Não falo que só vale se ganhar de um homem. Qualquer um que lembrar de mim, e quiser me presentear acertadamente, pode ir na floricultura sem pestanejar.

Acho que herdei essa da minha avó Euza. Toda vez que ela saía de casa, voltava com uma florzinha nas mãos. Dessas bem simples. Aí ela tratava de colocar num copinho com água. Achava isso lindo. No ano em que ela faleceu, um dia antes, quando voltou de um passeio com minha mãe, ela tinha nas mãos uma rosinha, cor-de-rosa. Pegou um copo simples, despejou água, e enfeitou a pia da cozinha. Depois do ocorrido, ao retornar do funeral, em Tocantins, eu me deparei com a florzinha no mesmo lugar, em cima da pia. Já estava meio murchinha. Tratei de recolher e guardar. Está seca agora, mas é forte a lembrança da minha avó naquela rosa, agora meio amarelada, depositada em meio aos meus livros.

Flores são uma respiração aliviada em meio às atribulações da vida. Da cor, e o aspecto delicado, vem a vigorosidade da vida. Que olhar não se ilumina ao enxergar alguém lhe entregando uma espécie. Que pessoa não se sente especial ao receber um vaso ou ramalhete de flores. Ninguém é tão duro assim. Tem magia numa casa adornada por flores. Mesmo eu não sendo a guria mais romântica que circula por aí, quando se trata de flores, pois é, me derreto toda.

199098_491291777549661_2081736684_n

A vida banalizada

14 maio, 2013

Um série de situações, que vem acontecendo corriqueiramente, tem me encucado. Um homem ateia fogo em uma dentista, após roubar seu cartão de banco e verificar que ela só tinha R$ 30 de saldo. Assalto à mão armada tirou a vida de uma jovem de 22 anos em Porto Alegre. Uma menina de 11 anos morre em Goiás após levar um tiro ao tentar defender o pai, que brigava com dono de pizzaria, autor do disparo. Ou seja, no país, em dados oficiais, ocorrem 150 homicídios por dia. É a banalização da vida.

Sabemos que a vida está banalizada não porque ocorrem simplesmente os homicídios. Mas porque eles ocorrem por motivos fúteis. E pior, nem damos a menor importância mais para o assunto. É corriqueiro, como disse no início do texto. Na guerra civil da Síria, que muitas vezes apontamos o dedo para os países árabes, e afirmamos com certeza que jamais moraríamos em um lugar como esse, é mais “seguro” estatisticamente que o Brasil. Na guerra, no período de março de 2011 a novembro de 2012, 60 mil pessoas foram mortas. E no Brasil, no mesmo período, o número de homicídios é de 90 mil.

O que fazer? Chorar assistindo às notícias na televisão não adianta nada, alguns vão dizer. A sociedade brasileira tem essa característica de não se escandalizar com os acontecimentos brutais, sejam os homicídios, ou as mortes no trânsito. Na Zero Hora de hoje, por exemplo, foi divulgado que no final de semana do Dia das Mães ocorreram mais acidentes com morte do que no feriadão do Carnaval. Os números e a violência dos acidentes são inconcebíveis, e ardem aos nossos olhos. Lidamos no país com uma epidemia, das mortes estúpidas. A vida tem um preço, e está muito barato.

Instaurada recentemente outra polêmica, em São Paulo, que trata da internação compulsória dos dependentes químicos. Alguns apontam a medida como medieval, como se estivéssemos retrocedendo aos tempos das internações obrigadas pelas famílias nos manicômios. Mas a questão, ao meu ver, estava passando longe de ter o mínimo da atenção necessária, e, se essa internação é ou não “direita”, pelo menos é uma ação. Muitas das mortes estúpidas estão atribuídas a viciados. E também, você, pai de um dependente, acha incorreto recolher o filho que está na sarjeta, imundo, drogado, à força, esperando que ele tome sozinho a decisão de procurar ajuda? Família nenhuma abandonaria, tenho certeza.

Ação é a palavra de ordem para mudarmos essa situação. Mudança de consciência, por mais que isso possa ser quase impossível no país, seria a primeira tomada. Políticas públicas para reduzir esses números elevados de mortes seria a tomada número dois. Claro, me dá até um desânimo dizer isso, porque no Brasil juntar as palavras consciência e pública não dá um bom resultado. Dá na verdade uma fórmula que talvez nem os maiores matemáticos poderiam desvendar a resposta. Aqui, acho que só funciona quando envolve o bolso do cidadão. A Lei Seca está aí, para corroborar o que estou dizendo.

É a vida valendo uns pila…

3aeb657620afb44f4a510e10c7b373cb

Eu levantei bem cedo. Fui até a prefeitura municipal. Me deparei com uma enorme fila. Garanti algumas imagens. Mal tive de tempo de tirar o meu bloco de anotações da bolsa, e várias pessoas já começaram a me contar as situações que já enfrentaram em busca de atendimento da saúde em Salvador do Sul. História de pessoas que aguardavam desde às 23 horas pelo início da distribuição das fichas no dia seguinte, às 7 horas. Uma palavra para isso: descaso.
Não faz um ano que essa matéria foi publicada: “A saúde está na UTI”. Mas a repercussão ainda está quente. Algumas mudanças foram realizadas. Mas a gestão do atendimento ainda é revoltante. A questão foi levantada por um vereador do município na última sessão ordinária, e reacendeu os problemas da logística de atendimento. É o maior incômodo. Vamos ao passo a passo:

Quebrei um osso e preciso de um raio x. Certo, primeiro preciso ser atendido no posto de saúde pelo clínico geral, para que ele dê encaminhamento. Tudo bem. Preciso então chegar cedo pela manhã para garantir uma ficha de atendimento no posto de saúde. Caso tenha muita gente, tento novamente à tarde. Se não conseguir à tarde, tento amanhã de novo. Se o osso tiver quebrado, dane-se. Não é à toa que o brasileiro é famoso por se auto-medicar. Saúde pública e longa espera é pleonasmo.

Perder um dia de trabalho não tem a menor importância. Dane-se de novo. Então, ao conseguir uma ficha, você é atendido pelo clínico geral, que te encaminha para o raio x. Aí você marca a data para fazer o raio x. E surpresa. Acabou bem no início do mês o número de consultas em que o SUS pague, e já passou do dia 20. Um convênio da prefeitura com o hospital garante menor preço em muitos especialistas, mas, tem que pagar. Aí você agenda o raio x, e paga. Se estiver marcado para as 14 horas, será atendido às 17 horas. Muita demanda. Novamente, a espera.

Essa seria uma história comum, se não houvesse uma dezena de “poréns”. O vereador que relatou a história acima disse ainda, durante a sessão, que somente conseguiu a ficha no Posto de Saúde quando um dos atendentes o viu na fila no dia seguinte, pegou o telefone e ligou para alguém dizendo “O vereador está aqui de novo”. Provavelmente, a pessoa por detrás da linha alertou para que dessa vez a ficha fosse concedida. Pode parecer uma grave acusação, mas como dizem por aí, é fato, aconteceu diante dos olhos de outras pessoas. Resultado disso tudo, o vereador Aécio Sozo, que denunciou a situação na sessão ordinária ocorrida na noite da segunda-feira, 07 de maio, irá abrir uma Comissão Especial no legislativo para investigar esse e mais casos que estejam ocorrendo. É a oportunidade do cidadão saber bem como funciona as entranhas da saúde em Salvador do Sul.

Superstições

30 abril, 2013

Mesmo os mais céticos tem superstições. São uma maneira que encontramos para receber uma ajudinha a mais em nossos planos, mesmo que isso ajude mesmo só no nosso inconsciente. Existem aquelas “mandingas” do bem que fazemos todos os anos, como usar branco no Reveillon, ou guardar sementes de uva na carteira para ter prosperidade no ano novo. Mas existem aquelas que são balelas e que só prejudicam, como ter horror ao gato preto.

Eu sou cheia de superstições bobas. Sou daquelas que pensa que não é por fazer o ritual que as coisas vão dar certo, mas se deixar de fazer pode dar tudo muito errado. Pode parecer, ou na verdade é uma grande bobagem, mas eu, por exemplo, sempre uso uma cor específica com o quero para o ano que se avizinha. Sempre como lentilha, e se estou na praia, pulo as sete ondinhas.

Nem por um decreto passo por debaixo de uma escada e passei toda a minha infância atrás de um trevo de quatro folhas. Bato na madeira quando falo uma coisa terrível, que não quero que aconteça. Não abro guarda-chuva dentro de casa, porque senão paro de crescer (essa superstição é a prova de que essas coisas são uma besteira… o meu um metro e meio não me deixa mentir). Já tomei banho de sal grosso e tenho um medo desesperado de quebrar um espelho.

Claro, tem coisas que ainda não tentei. Nunca coloquei um Santo Antônio de cabeça pra baixo, por exemplo. Mas chegando aos 30, quem sabe. O número 13 pra mim só dá sorte. E se a sexta-feira for 13, melhor ainda. A maioria dessas superstições tem uma origem, são envoltas de mistérios. (Leia aqui). Claro que essas que citei são as mais populares. Mas sempre tem aquele cidadão que sempre usa a mesma roupa íntima quando precisa de sorte. Ou aquela de que você nunca pode comprar uma faca, e sim deve ganhar de presente. Quem aí ainda não viu a propaganda das Havainas, quando o ator diz que sempre usa o mesmo chinelo pra assistir os jogos da seleção…

Verdade ou não, com fundamento ou totalmente descabido, duvideodó que você aí também não tenha pelo menos uma superstição que siga à risca sempre. É, porque é melhor não arriscar… Vai que…

trevo_de_quatro_folhas-7653

Para ouvir

25 abril, 2013

Há um bom tempo não coloco uma musiquinha por aqui, só para descontrair. Mas hoje reencontrei um CD do U2 perdido pelas minhas coisas, e pensei: vou dividir no blog a minha preferida da banda.

É City of Blinding Ligths. Na minha formatura cogitei colocar ela, mas como ela é um pouco calma demais, troquei. Outro dia conto aqui qual foi a escolhida da noite. Mas aí vai um vídeo com uma versão da música.

♫ The more you know the less you feel ♪

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.424 outros seguidores